Na noite de 22 de fevereiro de 2026, os fãs brasileiros testemunharam um momento memorável. Após muitos pedidos de “come to Brazil”, as produtoras Powerline Music & Books e NDP (New Direction Productions) finalmente trouxeram ao país duas bandas igualmente cultuadas de gerações diferentes: Rival Schools e Fiddlehead, que estrearam aguardadas terras brasileiras.
A banda santista Capote foi responsável por abrir a noite e surpreender aqueles que ainda não conheciam seu trabalho. Com fortes influências de Fiddlehead, o grupo combina emo, grunge e rock alternativo com muita personalidade. Destaque para a música “Joelho Ralado”, que propõe uma reflexão profunda e melancólica sobre enfrentar dores e dificuldades. O repertório do Capote incluiu ainda faixas como “Perto do Fim (Chore por Mim)” e “Essência”, deixando uma ótima impressão.
Emoção e entrega: Zander no palco
Em seguida, o Zander assumiu o palco e proporcionou mais um daqueles momentos intensos que já são marca registrada do grupo liderado por Gabriel “Bil” Zander. Com um repertório repleto de músicas queridas pelo público, como “Meia Noite”, “Dezesseis” e “Auto Falantes”, o Fabrique Club se transformou em um grande coro coletivo.
A energia única de cada apresentação do Zander contribui para a conexão da banda com o público. Um dos momentos mais emocionantes da noite foi durante a música “Bastian Contra o Nada”. O baixista Fausto Oi, também conhecido por seu trabalho em bandas como Dance of Days e Eu Serei a Hiena, foi às lágrimas ao lembrar do pai falecido quatro dias antes. A despedida incluiu a música “Pólvora”, com uma performance intensa e divertida que surpreendeu a todos.
Rival Schools: estreia histórica
O aguardado momento chegou: o Rival Schools subiu ao palco brasileiro e entregou uma estreia memorável. O show foi repleto de suor, entrega e comunhão, celebrando a trajetória da banda. Destaques para músicas como “Wring It Out” e “Travel by Telephone” que transformaram a casa em um coro ensurdecedor.
Liderados por Walter Schreifels, a banda impressionou pela técnica e espontaneidade. As guitarras cristalinas e carregadas de tensão, aliadas à energia intensa do baterista Sammy Siegler, proporcionaram uma experiência visceral. A diversidade do público presente, com fãs de várias gerações, criou um ambiente único.
Fiddlehead encerra a noite em alta
O Fiddlehead foi responsável por encerrar a noite com muita intensidade. Desde a abertura com “Grief Motif” até o final com “Loverman”, o show foi marcado por uma crescente espiral de emoção. A banda não economizou na entrega, levando o público a um estado de pleno envolvimento emocional.
Patrick Flynn, liderando o Fiddlehead, equilibrou força e sensibilidade de forma natural. A interação entre os membros da banda revelou cumplicidade e confiança, refletindo na execução precisa das músicas. O bis com “USMA” e “Loverman” finalizou a noite com muito sentimento e satisfação para todos.
