Durante o auge do movimento emo no Brasil, muitos se sentiam constrangidos em se declarar como tal, até mesmo integrantes de bandas desse gênero. Várias delas chegaram a rejeitar essa classificação até o fim de suas carreiras. Contudo, atualmente, ter uma conexão com o emo é motivo de orgulho para muitos, especialmente porque essa vertente musical expressa uma sensibilidade rara em um cenário onde é difícil encontrar tempo para refletir sobre nossas emoções. Sem qualquer receio ou vergonha de demonstrar seus sentimentos, a banda Colina (que inclui “emo” no seu perfil do Instagram – siga aqui) entrou em estúdio para organizar suas ideias e compreender não apenas seus próprios sentimentos, mas também os nossos. O resultado dessa imersão é Ego Frágil, álbum que foi lançado na íntegra no dia 22 de maio.
“Se tivéssemos que resumir Ego Frágil em uma única palavra, diríamos que ele é emocional”, declara o guitarrista Caio Ferreira. “O álbum é repleto de emoção. As letras são extremamente pessoais, abordando perdas e conquistas, pessoas que decepcionamos ou que nos decepcionaram… tudo gira em torno de relações íntimas e é muito carregado de sentimento.”
Assim sendo, trata-se de um disco que provoca reflexões profundas sobre a vida e pode facilmente trazer à tona uma vontade de chorar – e essa não é uma crítica, pelo contrário, essa capacidade emocional é um dos maiores trunfos da obra.
O trabalho já havia sido parcialmente apresentado pelos singles “Não Era Pra Ser Assim”, “Otário” e “Verdade”, que formaram a primeira parte do disco, lançada como um EP em 2025. Agora, Ego Frágil chegou às plataformas digitais por meio do selo downstage, pertencente ao hub da Algohits, uma das pioneiras no setor de Musictech no Brasil. Este projeto também foi realizado pelo Coelhos Studio, sob a direção do produtor Filipe Coelho.
A respeito da decisão de lançar o álbum em partes, o baixista Paulo Sepúlvida explica: “Ao dividir o disco em duas partes, conseguimos lançar mais singles e garantir que todas as músicas sejam ouvidas. Se lançássemos tudo de uma vez só, algumas faixas acabariam recebendo menos atenção. Assim, a ideia de fragmentar o lançamento foi positiva para aumentar o engajamento dos ouvintes.”
Esse projeto também é significativo para a Colina, pois marca a estreia do cantor Caique Rocha nos vocais e do baterista Nikolas Freitas.
“Eu sempre estive próximo da banda mesmo quando não fazia parte dela,” diz o vocalista sobre sua experiência como um dos membros fundadores. “Quando recebi o convite para retornar, fiquei muito contente e honrado. Desde então, foi natural pra mim voltar e me reencontrar com o projeto da Colina. Eu sempre estive por perto nos shows.”
Ele complementa: “Queria trazer novas ideias também. Muita coisa mudou enquanto estive fora, e eu tinha experiências e pensamentos novos que poderiam se transformar em letras e enriquecer nossa música.”
A arte da capa de Ego Frágil, assim como todos os singles dessa nova fase da Colina, foi criada por Isadora Vianna, utilizando técnicas puramente analógicas.
Os videoclipes disponíveis no canal oficial da banda no YouTube foram produzidos pela Rare Media. Confira o clipe da canção “Otário”:
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